Os anos cavalgam cada vez mais de pressa a medida que envelheço. Parece uma peça do tempo, a medida que conheço o mundo mais ele se acelera diante de mim. E assim foi este ano. Fatos que aconteceram há meses e outros há dias se misturam na minha retrospectiva como se tudo tivesse acontecido ontem.
Ser desafiado ao novo me surpreendeu de uma forma que nem nas minhas mais otimistas expectativas eu poderia supor. "Sair da zona de conforto", esse talvez seria o melhor subtítulo para o meu 2012. Aprendi muito, e aprendi principalmente a ter paciência.
Desejo que no ano de 2013 existam muitos dias de corações leves, de conversas demoradas ao telefone, de risos altos, de brindes e comemorações, de beijos, de passeios sob o luar, de banho de mar, de cheiro de bolo assando e outras coisas boas. Feliz 2013!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
Lua cheia...
E que homem seria eu se afirmasse que o amor em desabrochamento é um amor na penumbra?
Desculpo-me aos amantes mais românticos chamando ao centro do tablado o tempo,e a este pobre velho penalizo as consequências do amor amadurecido.
Nas primeiras semanas, cada descoberta, cada detalhe no parceiro é como mapear estrelas no infinito, e tudo é bom.
Contudo mergulhar de mãos dadas é avançar na intimidade e nos desencontros.
É no sorriso brotado nos desalinhos que se firmam os romances duradores. Não temo brigas, nem desentendimentos, temo a indiferença.
Desejo que quando toda a luz for despejada que as qualidades reluzam e as diferenças sejam meros detalhes a serem superados.
Desculpo-me aos amantes mais românticos chamando ao centro do tablado o tempo,e a este pobre velho penalizo as consequências do amor amadurecido.
Nas primeiras semanas, cada descoberta, cada detalhe no parceiro é como mapear estrelas no infinito, e tudo é bom.
Contudo mergulhar de mãos dadas é avançar na intimidade e nos desencontros.
É no sorriso brotado nos desalinhos que se firmam os romances duradores. Não temo brigas, nem desentendimentos, temo a indiferença.
Desejo que quando toda a luz for despejada que as qualidades reluzam e as diferenças sejam meros detalhes a serem superados.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Estranho sentimento
Estranha é a arte de amar.
Ô sentimento mais ingenuo
Aquele de querer pra si outro ser.
A ponto do sofrimento do amado
Doer mais que na própria pele.
E se flagrar fazendo loucuras
Que serão recompensadas com sorrisos e beijos.
E correr o risco de lhe soprar
Nos ouvidos a insegurança
De não ser amado na mesma intensidade
E mais cruel seria se perguntar:
"E pra onde vai o amor que
Excede em mim e não vai pra ti?"
Ô sentimento mais ingenuo
Aquele de querer pra si outro ser.
A ponto do sofrimento do amado
Doer mais que na própria pele.
E se flagrar fazendo loucuras
Que serão recompensadas com sorrisos e beijos.
E correr o risco de lhe soprar
Nos ouvidos a insegurança
De não ser amado na mesma intensidade
E mais cruel seria se perguntar:
"E pra onde vai o amor que
Excede em mim e não vai pra ti?"
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Tarde Dourada
Cada poro de sua pele alva exalava feminilidade
A boca esculpia um sorriso de lábios carnudos
Bochecha tão vermelha
Os cabelos de sua nuca molhados de suor
Deitada sobre meu peito
Envolta numa congelada atmosfera dourada
Como só o pôr-do-sol de uma tela poderia revelar
E o tempo era generoso
Tudo se movia suavemente
E aqueles olhos, grandes e castanhos, brilhando
A me questionar com tal placidez que
O encanto se prolongava.
A boca esculpia um sorriso de lábios carnudos
Bochecha tão vermelha
Os cabelos de sua nuca molhados de suor
Deitada sobre meu peito
Envolta numa congelada atmosfera dourada
Como só o pôr-do-sol de uma tela poderia revelar
E o tempo era generoso
Tudo se movia suavemente
E aqueles olhos, grandes e castanhos, brilhando
A me questionar com tal placidez que
O encanto se prolongava.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Desculpa
Quem sabe ela quis apenas dizer "calmo", ou "tranquilo"... Mas o que saiu foi "Passivo".
A palavra "passivo" por melhores que sejam as intenções de seu interlocutor sempre carrega um pesar de deboche. Talvez eu esteja enganado, mas não consigo desvencilhar de algo pejorativo. Segundo Michaelis : " Que não age nem reage; indiferente, inerte."
No calor dos dias, onde as pessoas se atropelam sem nem ao menos olharem nos rostos uma das outras, onde pedir desculpas é algo raro e agradecer é praticamente um sinal de fraqueza, qualquer um que não reivindique aos gritos seu lugar na janela é um passivo.
Talvez por isso a alcunha. Creio que o que me torna humano, e assim, na nossa ignorância nos pusemos a cima de todas as outras forma de vida, é fato de raciocinarmos e dessa forma não agirmos puro e simplesmente por instintos. Nos meus devaneios de sobre o que seria uma sociedade civilizado, penso que regredimos a cada discussão em fila de banco, a cada brinca que poderia ser evitada, a cada ato de intolerância.
Mas aceitar tudo de peito aberto e baixar a cabeça, num tangimento quase religioso, eu considero burrice. Seria renegar sua liberdade.
A medida que as cidades crescem mais grave se tornam os casos de falta de educação. Torço para que em breve o numero de diplomas fabricados se equilibre com o numero de cidadãos educados.
Enquanto isso eu continuo fingindo que ouvi os "por favor", "bom dia", "obrigado" e "desculpa", que por mero descuido da agitação da cidade ficou esquecido num canto.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Histórias inacabadas
Ia começar dizendo que venho aqui e posto algo de novo em intervalos anuais. Também aproveito para atualizar meu perfil, enfim envelheci um ano. Mas isso iria soar tão repetitivo e insosso que sem muito esforço desfaço as primeiras linhas e volto ao branco. Quem estou querendo enganar?
Há tanta coisa a ser dita... Nesse jejum de um ano amadureceu em mim coisas que ainda não aprendi a transformar em palavras, temo que se vão e se percam antes de eu conseguir capturá-las em textos. Comecei a tecer um novo conto, que de forma traiçoeira e inesperada, tomou corpo e ganha ares de romance. Este que não faço ideia como conduzi-lo. Sinto que são arvores que crescem e se espalham muito mais rápido que minha limitada habilidade de poda. E já vai bem desgrenhado, um bicho selvagem, que nem bem eu sei se fui o culpado.
Pensei em retomar algumas histórias soltas, mas essa ideia logo me abandonou. Por sorte, talvez. Não sei que destino teriam personagem congelados por tanto tempo. Fadei-lhes ao eterno, às histórias sem fim.
Por isso prefiro contos. Neles consigo vislumbrar o ponto final. O romance não bem tramado é uma armadilha, e sei que se não me precaver não saberei quem conduz quem.
Há tanta coisa a ser dita... Nesse jejum de um ano amadureceu em mim coisas que ainda não aprendi a transformar em palavras, temo que se vão e se percam antes de eu conseguir capturá-las em textos. Comecei a tecer um novo conto, que de forma traiçoeira e inesperada, tomou corpo e ganha ares de romance. Este que não faço ideia como conduzi-lo. Sinto que são arvores que crescem e se espalham muito mais rápido que minha limitada habilidade de poda. E já vai bem desgrenhado, um bicho selvagem, que nem bem eu sei se fui o culpado.
Pensei em retomar algumas histórias soltas, mas essa ideia logo me abandonou. Por sorte, talvez. Não sei que destino teriam personagem congelados por tanto tempo. Fadei-lhes ao eterno, às histórias sem fim.
Por isso prefiro contos. Neles consigo vislumbrar o ponto final. O romance não bem tramado é uma armadilha, e sei que se não me precaver não saberei quem conduz quem.
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