Ia começar dizendo que venho aqui e posto algo de novo em intervalos anuais. Também aproveito para atualizar meu perfil, enfim envelheci um ano. Mas isso iria soar tão repetitivo e insosso que sem muito esforço desfaço as primeiras linhas e volto ao branco. Quem estou querendo enganar?
Há tanta coisa a ser dita... Nesse jejum de um ano amadureceu em mim coisas que ainda não aprendi a transformar em palavras, temo que se vão e se percam antes de eu conseguir capturá-las em textos. Comecei a tecer um novo conto, que de forma traiçoeira e inesperada, tomou corpo e ganha ares de romance. Este que não faço ideia como conduzi-lo. Sinto que são arvores que crescem e se espalham muito mais rápido que minha limitada habilidade de poda. E já vai bem desgrenhado, um bicho selvagem, que nem bem eu sei se fui o culpado.
Pensei em retomar algumas histórias soltas, mas essa ideia logo me abandonou. Por sorte, talvez. Não sei que destino teriam personagem congelados por tanto tempo. Fadei-lhes ao eterno, às histórias sem fim.
Por isso prefiro contos. Neles consigo vislumbrar o ponto final. O romance não bem tramado é uma armadilha, e sei que se não me precaver não saberei quem conduz quem.
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