segunda-feira, 21 de junho de 2010

Propria nudez




Não tenho o hábito de escrever poemas. Não é a minha cara. Mas sendo a minha cara ou não me vi rabiscando um cantinho do papel, meu coração acelerava a cada linha e quando terminei e vi aqueles garranchos a primeira coisa que fiz foi organizar em versos e mandar para uma amiga. Isso é um poema? Perguntei. Ela leu e disse que sim. É um lindo poema.

Nunca havia me sentido tão nu. Estranho falar assim. Meus personagem quase sempre acabam sem roupa mas pela primeira vez me senti nu. No entendimento daquelas palavras soltas e do abstratato desenhado por aqueles versos se constroi sim as minhas verdadeiras linhas.

Compreendo agora o que aquela moça (no caso, a artista) fazia deitada e despida sobre uma travessa de frutas na exposição do "Argentina Hoy". 




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