Quero falar sobre inspiração e sobre o branco dessa tela que insisti em ser mais alvo a medida que tento espremer algo. Não sei se meus dedos são demasiados lentos mas tudo me foge. As vezes tenho a impressão de olhar para um armário onde balançam cabides vazios.
Queria ser capaz de falar sobre o nada e dele extrair linhas substanciáveis. Mas não sou. A unica coisa que consigo é distrair-vos. Mais nada. Pareço fazer o inverso do que Graciliano propunha.
Mas a quem culpar? Ainda não é claro se o que vejo jogado sobre esse branco vem de mim ou para mim.
Um comentário:
"um armário onde balançam cabides vazios"
até pra escrever isso é preciso ter algo lá...
Lud
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