Carne transcedida pela fusão de dois.
Não há mais nada a ser dito.
Morena, maldita, desejo que tua praga fique em ti.
Não me invadas, não me cegues.
Teu umbigo, tua nuca, teu sexo
Me acordam, mesmo no vazio,
No suor, na tua pele,
Me torturam.
Nas minhas mãos, na tua lingua,
Não és minha.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Saramago
Não pretendo fazer aqui uma homenagem atrasada. Muitos já a fizeram e de forma mais caprichada e bela que eu seria capaz. Mas quando convidado para escrever uma resenha biográfica sobre o autor para uma revista literaria (desta falarei em breve, quando tudo estiver mais acertado) me vi diante de uma dificil tarefa, já que quase nada sabia a respeito dele: Havia ganhado um Nobel, e agora estava morto. Que duro, e que ignorante sou...
Mas em poucas literaturas o estranho tornou-se um doce familiar. E posso acrescentar ainda que foi especialmente prazeroso escrever, ou melhor, organizar está biografia. Conhecer a vida de Saramago me fez entender um pouco melhor as minhas inquietudes de jovem teimoso a escrever.
O texto ficou interessante (Ou melhor: Esta ficando, ainda não fechei os ultimos detalhes), se bem que a história de Saramago por ela mesma já é bem interessante. Quando tiver o "OK" do editor talvez a publicarei aqui.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
...?
Quero falar sobre inspiração e sobre o branco dessa tela que insisti em ser mais alvo a medida que tento espremer algo. Não sei se meus dedos são demasiados lentos mas tudo me foge. As vezes tenho a impressão de olhar para um armário onde balançam cabides vazios.
Queria ser capaz de falar sobre o nada e dele extrair linhas substanciáveis. Mas não sou. A unica coisa que consigo é distrair-vos. Mais nada. Pareço fazer o inverso do que Graciliano propunha.
Mas a quem culpar? Ainda não é claro se o que vejo jogado sobre esse branco vem de mim ou para mim.
Queria ser capaz de falar sobre o nada e dele extrair linhas substanciáveis. Mas não sou. A unica coisa que consigo é distrair-vos. Mais nada. Pareço fazer o inverso do que Graciliano propunha.
Mas a quem culpar? Ainda não é claro se o que vejo jogado sobre esse branco vem de mim ou para mim.
Assinar:
Comentários (Atom)
