segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Desculpa
Quem sabe ela quis apenas dizer "calmo", ou "tranquilo"... Mas o que saiu foi "Passivo".
A palavra "passivo" por melhores que sejam as intenções de seu interlocutor sempre carrega um pesar de deboche. Talvez eu esteja enganado, mas não consigo desvencilhar de algo pejorativo. Segundo Michaelis : " Que não age nem reage; indiferente, inerte."
No calor dos dias, onde as pessoas se atropelam sem nem ao menos olharem nos rostos uma das outras, onde pedir desculpas é algo raro e agradecer é praticamente um sinal de fraqueza, qualquer um que não reivindique aos gritos seu lugar na janela é um passivo.
Talvez por isso a alcunha. Creio que o que me torna humano, e assim, na nossa ignorância nos pusemos a cima de todas as outras forma de vida, é fato de raciocinarmos e dessa forma não agirmos puro e simplesmente por instintos. Nos meus devaneios de sobre o que seria uma sociedade civilizado, penso que regredimos a cada discussão em fila de banco, a cada brinca que poderia ser evitada, a cada ato de intolerância.
Mas aceitar tudo de peito aberto e baixar a cabeça, num tangimento quase religioso, eu considero burrice. Seria renegar sua liberdade.
A medida que as cidades crescem mais grave se tornam os casos de falta de educação. Torço para que em breve o numero de diplomas fabricados se equilibre com o numero de cidadãos educados.
Enquanto isso eu continuo fingindo que ouvi os "por favor", "bom dia", "obrigado" e "desculpa", que por mero descuido da agitação da cidade ficou esquecido num canto.
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Um comentário:
Diplomas não certificam educação. Família sim! Os pais esperam que a "boa escola" ou a mais cara, formem cidadãos. Assim, a coisa desandou... se não houver o resgate do "almoçar na mesa"; "respeite seu avô"; "espere a sua vez"...etc teremos doutorandos, poliglotas sem cidadania.
Lud
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