Talvez isso venha a se tornar um vicio. Como os viciados em ópio, ou sexo ou outra coisa qualquer, vejo me cada vez mais depende em jogar letras no papel. É algo que me sufoca e só alivia quando vejo as linhas se desenrolarem uma da outra, ou como uma calça apertada que só alivia as dorbras da cintura quando desabotoada. Assim me sinto, angustiado e aflito a escrever... Quem sabe esta seja a primeira etapa de um processo longo e não bem definido de loucura. A calma só me vem quando a cabeça é esvaziada aqui. E quando não sei o que quero dizer é pior ainda: Como um novelo embolado cheio de nós e tramas, por mais que veja por onde corre a linha do novelo nunca acho a ponta de forma que nunca consigo produzir algo entendível e consitente.
Mas não falo sobre inspiração, porque ela me aparece como ondas quebrando cheias de energia mas que logo recuam e só deixam marcas na areias. É assim, então aproveito as ondas e deixo que me levem e quando retornam ao mar não mais me deixam vazio porque sei que logo virão a quebrar de novo, talvez mais forte quem sabe.
Mesmo que nunca venham a ler estas minhas bobeiras, o que deixo escrito são como partes de mim que não poderiam viver só em mim e ai escrevo para que elas corram e por si ganhem espaço. Dentro de mim é muito apertado para tantas coisas, então deixo elas irem. Morrerem em mim me mataria um pouco também.
Um comentário:
Eu leio! Continue please!!
Lud
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