Talvez a chave da felicidade esteja nos referenciais que colocamos a ela, na quantidade de atributos que devemos preencher para estarmos tranquilos. Aquela tal piramide de necessidades que devem ser supridas para nos sentirmos bem: comida, abrigo, entretenimento e por ai vai...
Bom, também tem outro fator que talvez poucas pessoas reparem: Somos seres sociais, ou pelo menos deveríamos ser, e sempre haverá alguém próximo fazendo algo parecido e é inevitável as comparações. Criamos parâmetros subliminares e atribuímos valores de comparação. Queremos ser melhores que os outros, queremos ter mais que os outros, e se eles tem por que não podemos ter também?
Somos avaliados e comparados numa velocidade e com pretextos e explicações ralas. Talvez uma das portas da infelicidade esteja nesse vazio. De queremos alcançar e superar algo que nem ao menos entendemos ou conseguimos ver. Homens não são peças de uma máquina que se enxergam em números de rendimento.
Lembrei também de um texto de Machado de Assis, que inicia-se em um em cemitério, e para infelicidade do falecido o dia não estava de luto com ele. Era um dia bonito de sol... Acho uma estranha coincidência a maioria dos dias de finados serem chuvosos. Não necessariamente o mundo tem de estar complacente a minha infelicidade. E a calopsita tem todo o direito de brincar e ignorar minhas preocupações.

2 comentários:
Lembranças Nos lembram que ainda estamos vivos...
Somos avaliados e comparados numa velocidade e com pretextos e explicações ralas.
Essa frase bateu forte no nosso contexto de hoje.
Lud
Postar um comentário