sábado, 2 de março de 2013

Pois quinze é muito bom!

Entediado num sábado chuvoso, com a mão no mouse, a barra de deslizar da janela de um site de relacionamento na internet ia e vinha e eu a procura de algo que valesse a pena pra desperdiçar meu tempo. Não que eu não tenha coisas pra fazer, pelo contrario, há pilhas de livros que só foram lidos até a quinta página, artigos a serem estudados, mochila e outras coisas para colocar em ordem... Mas nada disso me atrai agora. O próprio site não estava me entretendo, e o tédio quando não bem tratado se desenrola em desanimo e depois tristeza.

Os pensamentos vagavam distantes bem longe da tela, quando voltou ao foco vi que uma amiga havia comentado sobre o aniversário de uma amiga dela. No texto ela dava parabéns pela data e dizia "Quinze é muito bom!". A minha amiga já havia passado dos quinze e provavelmente alguém já dissera a mesma frase para ela e com certeza ela não refletira muito sobre isso.

Em todas as minhas fases sempre teve alguém dizendo: "Ai meus 15 anos!", "Oh meus 18 anos", "21! Idade boa!". O tempo passou e hoje já soma-se dez aos meus quinze e sei que deve ter muita gente dizendo que aos 25 é que eram felizes e cheias de energia.

Quando olho para trás não sei se aos quinze, dezoito ou vinte e um anos a minha vida era mais fácil. Minhas preocupações eram diferentes, isso sim! E quando tinha quinze anos e estava naquela ansiedade de passar em todas as matérias e ficar com as meninas do colégio, estas eram minhas preocupações. Quando estava tentando passar no vestibular e procurando o primeiro estagio ao dezoito, para mim naquele momento aquelas eram preocupações serias. Não que realmente não fossem, mas a medida que o tempo passa começamos a acreditar que a vida era mais fácil antes. Mas uma coisa eu devo dizer: "A charada fica fácil depois que é dada a resposta".


Um comentário:

Anônimo disse...

O dilema da "melhor idade" ... as vezes fico pensando em mudar pro Japão.Lá a idade é valorizada e tal. Mas a verdade é que mudaria a geografia, a cultura, a sociedade, mas eu seria a mesma ocidental buscando perdão por envelhecer.

Lud